sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Novas da semana

* O Botafogo deverá receber 250 mil reais para mandar seus jogos em Serrinha, é uma bolada para um clube quebrado.

* O Camaçari parece confiante para o julgamento da próxima segunda-feira no TJD no qual a Catuense será julgada por subornar atletas do Ipitanga, a confiança é tão grande que o clube sequer se inscreveu na 2ª Divisão. Segundo a Tribuna da Bahia um atleta do Ipitanga confirmou ao promotor o suborno.

* Se a Catuense for considerada culpada e ser excluída do futebol quem entrará na 1ª Divisão em seu lugar? Três clubes tem alguma lógica em pleitear a vaga. O Flamengo de Guanambi pode afirmar ser o melhor colocado entre os não promovidos, o Itabuna pode alegar que perdeu o acesso justamente para a Catuense e o Camaçari pode afirmar que a vaga na semi-final é sua no lugar da Catuense, porém o campeonato já acabou, não existe volta, assim o Camaçari, o mais injustiçado, não tem tanta base para exigir o acesso, mas parece ser o único interessado.

* O Ypiranga ofereceu 3 mil, o Leônico tentou viabilizar 5 mil, mas com uma oferta de 7 mil reais o Flamengo de Guanambi levou Sérgio Veloso, o bicampeão da 2ª Divisão queria continuar na capital, mas esse alto salário somado a um prêmio de 30 mil pelo acesso lhe convenceu para ir a ensolarada Guanambi. O elenco do time, que já tem acertados alguns atletas conhecidos de "Dentinho", receberá 40 mil.

* O Fluminense de Feira, maior time do interior baiano, está em má condição financeira para a disputa da 2ª Divisão, seu presidente é rico, mas não quer mais botar dinheiro do bolso.

* O Jequié o novo morto-vivo do futebol baiano, a todo momento surgem informações de que se inscreveu na 2ª Divisão rebatidas por outras de que não se inscreveu, como a FBF não informa nada a ninguém não se sabe o que será do clube que trocou o presidente após a saída de Jorge Amado.

* O Ypiranga provavelmente jogará em Santo Amaro, irá receber uma bela grana, adeus prejuízos em Pituaçu.

* A priori estão inscritos na 2ª Divisão e formam o grupo A: Atlético, Fluminense, Leônico e Ypiranga. O grupo B tende a ser: Colo-Colo, Flamengo, Itabuna e Jequié. Sim, somente oito clubes. Ao que parece nada de Poções, Jacobina, Teixeira de Freitas, Astro, Ipitanga, Camaçari, Camaçariense (que passaria a se chamar Dias d'Ávila com mando no município de mesmo nome). Depois a FBF vem querer insistir em Torneio Seletivo. Piada. É como fazer um show de punk rock em Quijingue e ainda querer montar lista de espera para entrar.

Até a próxima!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O retorno do Yankee em 1955


Notícia que encontrei no Jornal A Tarde de 30 de março de 1955 sobre o Yankee Futebol Clube, equipe de futebol campeã da 2ª Divisão de 1923 que disputou a 1ª Divisão por diversas vezes na década de 1920 e no ano de 1937.

"Uma notícia alviçareira temos a dar hoje aos nosso esportivas: Vai ser reorganizado o "Yankee Futebol Clube", o Club dos meninos de aço que contando com atletas das velha e da nova guardas, tomará parte da temporada atlética do corrente ano.

Como estão lembrados foi o Yankee o fundador oficial do atletismo entre nós, tendo levantados vários certames. Ultimamente porém o Yankee se afastou das lides esportivas. Um grupo de velhos associados e atletas acaba de fazer um apelo à família Maia no sentido de vencer o seu tricolor e assim aceito o apelo será reorganizado o velho clube, que contará com esportivas de valor na sua diretoria e que tudo farão para o clube ocupar o seu antigo lugar no setor amadorista."

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Especial: Análise do Campeonato Intermunicipal

A análise abrange todas as edições do Campeonato Intermunicipal de 1997 a 2010. Eis os resultados:

Análise Geral: Clique aqui
Quadro - Cidades e participações: Clique aqui

sábado, 29 de janeiro de 2011

O retorno do Granadeiro - Parte 1 (1985)

Em 1984 o Galícia interrompeu sua série que ultrapassou cinco décadas de participações consecutivas na 1ª Divisão do Campeonato Baiano. Com dificuldades financeiras o clube desistiu de disputar o campeonato tendo de retornar em 1985 na 2ª Divisão.

Em 1985 se inscreveram na competição seis clubes, o campeonato foi disputado em turno e returno com uma final decidindo o acesso entre os dois campeões de turno. Além do Galícia jogaram Bahia de Feira, Botafogo de Santo Amaro, Estrela de Março, Guarany e São Cristóvão.

Na primeira rodada o granadeiro bateu o Guarany por 2 a 0, na seguna rodada a única derrota: 2 a 1 para o São Cristóvão. Em seguida empate com o Bahia de Feira e goleada de 8 a 0 sobre o Estrela de Março, com esse resultado Galícia e Bahia de Feira estavam empatados em primeiro lugar, mas o granadeiro levava vantagem na diferença de gols. Na última rodada o Bahia de Feira goleou por 3 a 0 o São Cristóvão enquanto o Galícia levou o turno ao vencer por 2 a 1 o Botafogo de Santo Amaro.

No segundo turno a campanha do granadeiro foi avassaladora: 1 a 0 no Estrela de Março, 3 a 0 no Guarany e vitória contra o Bahia de Feira, para o confronto contra o Botafogo em Santo Amaro bastava uma vitória para vencer o turno e conquistar o título por antecipação. O jogo foi um massacre: 4 a 1 de virada para o Galícia e volta triunfal à 1ª Divisão. Não existem registros sobre a última rodada que, aparentemente, foi cancelada devido a falta de importância dos jogos.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Copa Interclubes 1993: Jacobina e Ríver fizeram história

Em 1993 a Segunda Divisão do Campeonato Baiano foi vencida pelo Poções que junto ao vice-campeão Atlético obteve acesso a Primeira Divisão no ano seguinte, porém a FBF decidiu ampliar a elite de 10 para 12 clubes e criou a Copa Interclubes que foi disputada em novembro e dezembro de 1993, foram quatro participantes: Conquista, Jacobina, Ríver e Sisal.

O destaque foi a estréia do Jacobina Esporte Clube nas competições da FBF assim como o Ríver Ilheense Esporte Clube. Conquista e Sisal já haviam falhado em outras tentativas de acesso.

O Jacobina tinha Sérgio Oliveira de treinador e obteve uma campanha quase perfeita, na estréia derrotou em casa o Conquista por 2 a 0, na segunda rodada vitória em Ilhéus contra o Ríver por 2 a 0, depois a terceira vitória em três partidas: 3 a 1 no Sisal. No segundo turno foi derrotado em casa pelo Ríver por 1 a 0 e garantiu o acesso ao empatar em Senhor do Bonfim em 0 a 0 com o Sisal, na última rodada buscando o título foi a Vitória da Conquista e derrotou por 2 a 1 o Conquista, devido a este resultado somado a vitória do Ríver por 4 a 0 contra o eliminado Sisal ,o Ríver subiu junto ao Jacobina.

A passagem do Jacobina pelo futebol profissional foi a mais meteórica, de todas em novembro iniciava sua participação na Copa Interclubes, em maio era rebaixado da 1ª Divisão após jogo dramático com o Galícia e encerrava suas atividades para não mais retornar. Hoje o clube tem uma nova diretoria e cogita retornar, o grande entrave com certeza será as pendências financeiras com a FBF, fato que vem tirando clubes tradicionais da 2ª Divisão.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Goleadas da vergonha

Em 1999 uma das partidas do Campeonato Intermunicipal teve um resultado esdrúxulo, na última rodada da Primeira Fase a seleção de Ubaitaba goleou por 16 a 1 a seleção de Ibirataia enquanto Ilhéus foi derrotado por Uruçuca por 3 a 2 e desta forma perdeu a classificação na diferença de gols para Ubatiba. Ednaldo Rodrigues na época era o chefe do Departamento do Interior e foi contundente em falar sobre a armação já que no primeiro tempo o placar foi de 2 a 1, ele completou afirmando “A partir do momento em que souberam do andamento da partida Ilhéus x Uruçuca, a enxurrada de gols foi acontecendo”. No fim das contas a partida foi anulada e Ubaitaba foi desclassificada dando lugar a Ilhéus.

Em 2003 outra goleada suspeita, Macaraní derrotou Ibicuí por 16 a 0 na última rodada conseguindo diferença de gols suficiente para passar Itarantim (necessitava de 13 gols de diferença) e classificar-se para a Segunda Fase. A marmelada foi descoberta: cada atleta de Ibicuí recebeu R$ 150,00 para perder do placar necessário. Ambos os times foram suspensos por um ano e Macaraní perdeu a vaga para Itarantim.

Em 2007 no Campeonato Baiano da 2ª Divisão na última rodada o Galícia venceu o Independente por 3 a 1, com isso o Guanambi necessitava de uma vitória por 10 gols de diferença, como o jogo na terra do algodão iniciou com atraso quando a partida entre Galícia e Independente foi encerrada o Guanambi vencia o Leônico por 5 a 0 com 35 minutos do 2º tempo, estranhamente em dez minutos o Guanambi marcou os cinco gols mais que necessitava com os dois últimos gols saindo em dois minutos consecutivos. O escandalo foi enorme, mas neste caso Ednaldo Rodrigues disse que não existiu nenhuma anormalidade e classificou o resultado de normal valendo-se inclusive de um relatório de um membro da FBF. Depois descobriu-se que o Guanambi pagou o transporte, hospedagem e alimentação do Leônico, incluindo 20 litros de refrigerante uma hora antes da partida aos atletas do time visitante. A partida foi anulada e remarcada, desta vez o Leônico não compareceu e o Galícia passou para a final.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Intermunicipal 1999: os 10 pecados capitais

Contando na ponta dos dedos, ao todo, o Campeonato Intermunicipal de 1999 criou exatos dez problemas para o Departamento do Interior da FBF. Além das medidas administrativas, todos os processos foram enviados para o Tribunal de Justiça Desportiva da Federação. Foram eles:

1º - Itapetinga x Coaraci, dia 16 de agosto. O técnico da seleção de Itapetinga, o ex-jogador Edelvan Menezes, agride com um tapa no rosto o auxiliar de linha Dernivaldo Ribeiro.
Conseqüência: A seleção de Itapetinga é punida com a perda do mando de campo por dois jogos, e o técnico Edelvan Menezes foi eliminado da competição,

2º - Araci x Serrinha, dia 23 de agosto. O atleta Elson Nascimento, de Araci, durante o jogo, agride o árbitro da partida, Arivaldo Vieira, com um soco.
Conseqüência: A seleção de Araci é punida com a perda do mando de campo por dois jogos, e o atleta Elson Nascimento foi eliminado da competição.

3º - Governador Mangabeira x Conceição da Feira, dia 30 de agosto. Durante o jogo, o atleta Genílson Oliveira agride com um soco o árbitro André Luís Brandão.
Conseqüência: A seleção de Governador Mangabeira é punida com a perda do mando de campo de dois jogos, e o atleta Genílson Oliveira eliminado da competição.

4º - Itamaraju x Itabela, dia 30 de agosto. O procurador da Liga Amadora de Itamaraju, Newton Mateus, invade o campo e agride o árbitro Nivaldo Alves Pereira.
Conseqüência: A seleção de Itamaraju é punida com a perda do mando de campo de dois jogos, e o procurador Newton Mateus é eliminado da competição.

5º - Canavieiras x Buerarema, dia 30 de agosto. O técnico da seleção de Canavieiras, Lucimar Matos, invade o campo e agride o árbitro Antônio Carlos Simões. Forma-se um grande tumulto e o jogo é suspenso pelo árbitro com o placar parcial de 1x1.
Conseqüência: A seleção de Canavieiras é punida com a perda do mando de campo de dois jogos, o técnico Lucimar Mattos é eliminado da competição, e Buerarema ganha os pontos da partida que foi suspensa por culpa do adversário.

6º - Almadina x Coaraci, dia 6 de setembro. A seleção de Almadina utiliza dois jogadores, Renan Medrado e Augusto César, com dupla identidade.
Conseqüência: A seleção de Almadina perde os pontos da partida, adjudicados em favor de Coaraci, e os dois atletas são eliminados da competição.

7º - Uruçuca x Ibirataia, dia 6 de setembro. A seleção de Uruçuca utiliza na partida dois jogadores, Marcelo Conceição e Gilderlan França, sem estarem devidamente inscritos, porque a Liga enviou a documentação pelos Correios e não chegou no tempo legal ao Departamento de Registros da FBF.
Conseqüência: A seleção de Uruçuca, que venceu o jogo por 4x2, perde os pontos que são adjudicados para a seleção de Ibirataia.

8º - Teixeira de Freitas x Itabela, dia 20 de setembro. A seleção de Teixeira de Freitas utiliza na partida o jogador Benevaldo Henrique com dupla identidade, com a inscrição em nome de outro atleta, César Reis Francisco.
Conseqüência: A seleção de Teixeira de Freitas, que venceu a partida por 6x3, perde os pontos, adjudicados em favor da seleção de Itabela, e o atleta Benevaldo Henrique é eliminado da competição.

9º - Ubaitaba x Ibirataia, dia 20 de setembro. A seleção de Ubaitaba, que precisava de um bom saldo de gols para se classificar para a segunda fase, vence o jogo por 16x1. O Departamento do Interior apura a denúncia de mutreta na partida, anexas relatórios, aponta testemunhas e envia o processo para o Tribunal de Justiça Desportiva da FBF.
Conseqüência: A 3ª Junta Disciplinar do TJD da FBF, por unanimidade, três votos a zero, julgou procedente a denúncia, decide eliminar a seleção de Ubaitaba da competição, e suspender as Ligas de Ubaitaba e Ibirataia por 180 dias.

10º - Governador Mangabeira x Piritiba, dia 27 de setembro. A seleção de Governador Mangabeira utiliza, com anuência da Liga, o atleta Genílson Oliveira, que tinha sido eliminado da competição por agressão ao árbitro, com dupla identidade, utilizando o cartão do atleta Jorge Luís Conceição.
Conseqüência: A seleção de Governador Mangabeira, que tinha vencido o jogo por 1x0, perde os pontos, adjudicados para Piritiba, e a Liga do Município, por ter descumprido determinação da FBF, é suspensa por 360 dias.

Ednaldo Rodrigues comandava na época o Departamento do Interior da FBF e esteve junto a todos esses problemas.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O esquecido Torneio Incentivo

Se hoje existe a Copa Governador do Estado e a poucos anos atrás tinhamos a Taça Estado da Bahia na década de 70 a competição que movimentava o estado durante o Campeonato Brasileiro era o Torneio Incentivo. A competição, que não tem qualquer outro registro na internet, foi disputada de 1972 a 1978, as quatro primeiras edições chamaram-se Torneio Bernardo Spector. Em 72 o vencedor foi o Leônico, em 73 o Galícia bateu na final o Fluminense de Feira por 2 a 1, em 74 foi a vez do Botafogo e em 75 do Leônico. Em 76 o nome passou a ser Torneio Jerônimo Bastos e o Leônico faturou seu terceiro título, em 77 e 78, com o nome de Torneio Raimundo Viana o Leônico novamente sagrou-se campeão. Das sete edições o Leônico sagrou-se campeão em cinco deixando Galícia e Botafogo com um troféu cada.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A breve história do Simões Filho

O Simões Filho Futebol Clube iniciou sua caminhada no futebol profissional em 1995 obtendo uma modesta sexta colocação entre sete equipes na Segunda Divisão daquele ano. Após quatro anos parado o clube retornou em 2000 na disputa da Terceira Divisão, no primeiro turno fez má campanha e terminou na penúltima colocação, no segundo turno foi segundo colocado classificando-se para a final do turno, porém o Paulo Afonso foi beneficiado devido ao fato do Atlanta ter escalado um atleta irregular e após um empate em 2 a 2 no tempo normal levou os três pontos do jogo, além disso ainda nem precisou jogar para vencer na última rodada o Renascente, que não compareu a partida alegando que seu ônibus quebrara, informação jamais confirmada. Desta forma o Simões Filho ficou de fora da final do turno e não obteve o acesso. Ainda em 2000 disputou a Taça Estado da Bahia terminando na quarta e última colocação após ficar atrás da dupla Ba-Vi e do Colo-Colo.

O ano de 2001 foi um ano completo, o Simões Filho disputou todas as competições possíveis organizadas pela FBF. Disputou a Copa da Bahia onde sagrou-se vice-campeão ao perder a final para o Comercial de Serrinha (1x1 em casa e 0x2 em Serrinha) ficando a frente de Sambaqui e Diamante Negro. Disputou também os campeonatos juvenil, infantil e até feminino com campanhas modestas. Inscreveu-se para a Terceira Divisão que acabou não acontecendo devido ao baixo número de inscritos, mas disputou uma vaga na Primeira Divisão através da Taça Estado da Bahia. Eram nove competidores sendo quatro clubes da elite e cinco em busca da vaga na Primeira Divisão. O Simões Filho realizou ótima campanha terminando em quarto e chegando a Semi-Final, seu adversário era o Vitória enquanto a Catuense enfrentaria o Bahia. A vaga portanto estava entre Catuense e Simões Filho, quem fosse mais longe seria promovido. O Simões Filho obteve empate em casa em 2 a 2 e derrota no Barradão por 2 a 1 e foi eliminado, a Catuense derrotou o Bahia e classificou-se para a final obtendo o acesso, na final venceu o Vitória em pleno Barradão.

O ano de 2001 foi o último de atividade do clube que após um ano de total atividade em todas as categorias possíveis saiu do futebol para até hoje não mais voltar.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Fluminense de Camaçari


O atual Camaçari nasceu com um nome diferente, este era Fluminense de Camaçari, sua primeira participação no futebol profissional ocorreu em 1989 quando tornou-se vice-campeão da 2ª Divisão ao empatar os dois jogos da final, 2 a 2 em Camaçari e 0 a 0 em Riachão do Jacuípe contra o tradicional Jacuipense que faria no ano seguinte sua estréia na 1ª Divisão. Ambos os clubes eram novatos e surpreenderam os tradicionais ABB, Estrela de Março, Guarany e Ypiranga.

A foto é do arbitral da 2ª Divisão de 1989, constam na foto da esquerda para a direita: Luiz Carlos da Luz, diretor de futebol do Ypiranga, Gino Soares, presidente do Fluminense de Camaçari e Ronaldo, presidente do Jacuipense

Higino Santana Soares, o Gino, foi o primeiro presidente da era profissional e responsável pela montagem do time vice-campeão em 89, foram poucas semanas para formar a equipe, a primeira profissional da história do Fluminense de Camaçari. Em 1991 finalmente veio o título e o acesso, junto com eles a troca de nome para Camaçari Futebol Clube, a equipe, nascida em 1968, chegou a ser rebaixada em 1996, mas obteve o título da 2ª Divisão em 1997 e não mais foi rebaixada. Eis o primeiro time profissional do Fluminense:



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O vergonhoso Campeonato Feminino de 2008

O futebol feminino na Bahia teve início na década de 50. Os times pioneiros foram o Vitória e o Ypiranga. No entanto, não existiam campeonatos nesta época, apenas alguns amistosos entre os times, sempre de forma amadora. As atletas não se reuniam constantemente. Nos anos 80, Bahia e Catuense também montaram as suas equipes.
Somente em 1982 ocorreu o primeiro Campeonato Baiano, disputado por oito equipes: Clube Bahiano de Tênis, Associação Atlética da Bahia, Clube Itapagipe e Vasco da Gama, todao de Salvador, além da Catuense, Flamengo e Clube Cajueiro, ambos de Feira de Santana e Teodoro Sampaio.

O detalhe é que o torneio não foi organizado pela Federação Baiana de Futebol (FBF) e sim pela TV Itapoan (na época, afiliada do SBT), a partir do interesse pessoal de Pedro Irujo, dono da emissora, pela familia Santarém, dona do time feminino do Vasco da Gama, e também com a ajuda da Sudesb. No entanto, a FBF prestou todo o apoio, cedendo os estádios, as arbitragens e as hospedagens para as equipes.

Os jogos eram transmitidos pela TV Itapoan, ao vivo. O campeonato foi dividido em dois turnos. O Clube Bahiano de Tênis venceu o primeiro e o Flamengo de Feira foi o campeão do segundo. Portanto, as duas equipes foram as finalistas do primeiro Campeonato Baiano Feminino, em 1982.

A primeira partida da final ocorreu no Estádio Alberto Oliveira, em Feira de Santana, mais conhecido como Jóia da Princesa. Houve um empate em 1 x 1. A grande final foi realizada no Estádio da Fonte Nova, em Salvador. Mais de 35 mil torcedores assistiram ao jogo, apesar do duelo ter sido televisionado. O Clube Bahiano de Tênis conquistou o título.

O primeiro campeonato de futebol feminino organizado pela FBF foi em 1998. Doze equipes participaram e o Flamengo de Feira foi o campeão. Os jogos eram realizados principalmente no Estádio de Pituaçu e no campo do SESI, no Largo de Roma, em Salvador.

Hoje o cenário é absolutamente diferente, devido ao descaso da FBF várias equipes não mais disputam a competição, tanto participantes campeões como Campomar, Euroexport e Clube Baiano de Tênis, quanto clubes menores, mas sempre presentes como Cauã de Itabuna, Jacuipense, Luis Anselmo, Clube 2004, Guarany e Atenas.

Antes um campeonato de sucesso de público, com diversos clubes e com meses de duração hoje a competição resume-se a um torneio rápido, com poucos times e sem divulgação.

Em 2007 o futebol feminino chegou ao fundo do poço, a FBF simplesmente decidiu não realizar a competição, em 2008 a maior vergonha da história, foi realizado um campeonato em condições absurdamente precárias como pode ser observado nas fotos abaixo os campos não tinham a mínima condição de jogabilidade com pedaços de paus (de diferentes tamanhos) como bandeirinha, lixo pelo campo, matagal invadindo o gramado e linhas absolutamente tortas. Tudo chancelado a organizado pela administração Ednaldo Rodrigues.







































terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A única edição da 3ª Divisão


O Campeonato Baiano já teve 3ª Divisão, o fato ocorreu em 2000, foram seis clubes que participaram naquela que seria a única edição desta competição Tudo começou no arbitral para a 2ª Divisão de 2000 quando 13 clubes se inscreveram da competição, um aumento de cinco clubes em relação ao ano anterior, isso despertou no então presidente da FBF, Virgílio Elísio, a percepção que haviam muitos clubes interessados em entrar no profissionalismo e então decidiu criar a 3ª Divisão. Para a primeira edição tivemos quatro novatos no profissionalismo: Independente, Itapetinga, Paulo Afonso e Renascente. Somados a eles participaram o Atlanta e o Simões Filho que retornavam de licença.

A competição iniciou em 8 de outubro, os times jogariam entre si em turno e returno, os campeões de turno estariam promovidos e disputariam a final. No primeiro turno o Itapetinga fez grande campanha terminando em primeiro com quatro vitórias e um empate, sem derrotas, na final do turno enfrentou o Renascente e aplicou uma bizarra goleada de 9 a 1. No segundo turno o Itapetinga tirou o pé e foi lanterna com três empates e duas derrotas, o Simões Filho, mal no primeiro turno obteve excelente performance e classificou para a final do turno contra o Independente, porém o TJD deu a vitória ao Paulo Afonso por 1 a 0 contra o Atlanta em partida que havia terminado em 2 a 2 tirando a vaga do Simões Filho e dando ao Paulo Afonso. Na final do segundo turno o Independente levou a melhor, perdeu a primeira por 2 a 1 e venceu a segunda por 3 a 0. O Independente deu a volta por cima, após marcar apenas dois pontos no primeiro turno marcou 13 pontos no segundo aumentando o número de gols marcados também de apenas cinco no primeiro turno para 24 no segundo turno.

Na final do campeonato se enfrentaram Itapetinga e Independente, curiosamente ambos obtiveram o título de um turno, mas foram e lanterna do outro. No jogo de ida empate em Feira de Santana em 0 a 0 e na volta em Itapetinga vitória do time local por 1 a 0.

Dois fatos bizarros marcaram esta competição. O primeiro fato foi que o Renascente após ser goleado por 9 a 1 na final do primeiro turno simplesmente perdeu o rumo, logo na abertura do segundo turno levou 9 a 0 do Independente e encerrou sua participação com um W. O. contra o Paulo Afonso, o clube afirmou que o ônibus quebrou na estrada, mas não havia prova alguma do suposto ocorrido. Aliás esta foi a primeira e última participação do time de Candeias na história do futebol baiano.

O segundo fato bizarro foi que esta foi a única competição da história do Itapetinga, possivelmente o único time do mundo que conquistou tudo que disputou, jogou um campeonato, ganhou um. O Itapetinga desistiu da 2ª Divisão de 2001 e Ednaldo Rodrigues, eleito presidente da FBF na época, decidiu convocar o Paulo Afonso como suplente, o fato mais bizarro é que ele criou uma 2ª Divisão com um grupo de 6 clubes e outro grupo de 4 clubes. Desde cedo Ednaldo demonstrava que inteligência não era o seu forte.

Em 2001 a FBF decidiu organizar a segunda edição da 3ª Divisão, porém paralelamente decidiu organizar a Taça Estado da Bahia que dava uma vaga na 1ª Divisão. Logo, era muito mais vantajoso disputar uma vaga na 1ª Divisão do que lutar por uma vaga na 2ª Divisão. Desta forma times da 3ª Divisão como Serrinha, Sisal Bonfinense e Simões Filho escolheram o óbvio, disputar a Taça Estado da Bahia e a 3ª Divisão ficou esvaziada com apenas duas inscrições: o próprio Simões Filho e o Malacarne Futebol Clube de Eunápolis que nem chegou a se profissionalizar. Mais uma decisão pífia de Ednaldo Rodrigues. No fim das contas a FBF decidiu por extinguir a 3ª Divisão o que resultou numa diminuição enorme de clubes em atividade já em 2002.

Curtas: confusões corriqueiras

1) Muitos se perguntam o que foi do Clube Atlético Real Serrinhense que disputou em algumas oportunidades a 2ª Divisão do Campeonato Baiano na década de 90, na realidade nada mais é do que o atual Serrinha Esporte Clube. A mudança de nome ocorreu em 2001 quando o Serrinha retornou a 2ª Divisão.

2) O Itabuna que foi vice-campeão da 2ª Divisão de 96 e disputou a 1ª Divisão em 97 foi o Itabuna Atlético Clube que hoje se chama Grapiúna Atlético Clube, equipe que foi administrada por Edmundo Santos Silva, ex-presidente que sofreu impeachment do Flamengo. Portanto não confundir com o tradicional Itabuna Esporte Clube.

3) Uma confusão normal é acreditar que o Feirense é o antigo Palmeiras Nordeste. A história é a seguinte: em 2000 estreou na 3ª Divisão a Associação Atlética Independente que tornou-se vice-campeão da competição, em 2001 venceu a 2ª Divisão contra o Grapiúna chegando a elite estadual e fez campanha na Série C naquele ano, em 2002 mudou de nome passando a ser Palmeiras Nordeste devido a parceria com o xará paulista. Após poucos anos com resultados expressivos a parceria acabou e o clube também. Então em 2007 o empresário Dilson Gamela, fundador da AA Independente, decidiu retornar com o clube e filiou o Independente EC que venceu a 2ª Divisão de 2007 e em 2008 passou a se chamar Feirense. O Palmeiras Nordeste continua filiado a FBF, porém repleto de dívidas não deve retornar, já o Feirense vai conseguindo se manter a duras penas na 1ª Divisão.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

FBF: passado tão sinistro quanto a atualidade

Os anos de 1989 e 1990 foram de alvoroço na FBF com denúncias de irregularidades e afastamento do presidente da época, hoje a FBF caminha de forma tão desgovernada e descompromissada como na época, vejam algumas manchetes de jornal sobre a eleição de Marcos Andrade.





























































O candidato de oposição Carlos Miranda negociou sua retirada de candidatura e apoio a Marcos Andrade. Veja o documento ao lado registrado em cartório. Será que Marcos Andrade cumpriu com a promessa registrada em cartório de dar o cargo a Carlos Miranda?

sábado, 25 de dezembro de 2010

O Fluminense na Série C de 1992


O Campeonato Brasileiro da Série C de 1992 foi uma competição marcada pela desorganização do início ao fim, a CBF em janeiro daquele ano optou por ampliar a Série B de 24 para 32 clubes deixando a Série C ainda mais enfraquecida, além disso ainda retirou o subsídio aos participantes deixando de auxiliar com viagens e hospedagens o que gerou uma série de protestos e desistências. Após esse fato decidiu recuar e ajudar nos gastos dos clubes de forma parcial, mesmo assim 13 equipes desistiram da competição, entre elas o Fluminense de Camaçari deixando a Bahia apenas com o Fluminense de Feira e Catuense como representantes.

O torneio quase foi cancelado, mas depois de vários adiamentos, acabou sendo disputado com apenas 31 clubes. Segundo o regulamento, o primeiro colocado de cada um dos 7 grupos estaria promovido para a Segunda Divisão de 1993. Estes sete clubes se uniriam a 25 clubes indicados pelas federacões formando a nova Segunda Divisão com 32 clubes, ficando o Campeonato Nacional com apenas duas divisões de 32 clubes.

O Fluminense iniciou sua caminhada com um empate em Feira de Santana contra a Catuense, em seguida mais dois empates com ASA e Sergipe, após esse início ruim o treinador Merrinho foi demitido e em seu lugar entrou o treinador dos juniores, Everaldo Santos, para classificar e garantir o acesso necessitava vencer todos os jogos do 2º turno e assim o fez: 2 a 0 na Catuense, 5 a 0 no Sergipe e 2 a 1 no ASA, desta forma obteve o acesso e a classificação para a Segunda Fase. O próximo adversário foi o Rio Pardo-ES, vitória em Feira de Santana por 1 a 0 e derrota em Iúna por 1 a 0, classificação pela melhor campanha, na Semi-Final o adversário foi o Matsubara-PR, vitória em casa por 1 a 0 e empate em 2 a 2 em Cambará.

A grande final foi contra a Tuna Luso, em Feira de Santana boa vitória por 2 a 0 com dois gols de Ronaldo, na partida de volta o Fluminense começou perdendo com um gol em impedimento de Ageu aos 15 minutos, mesmo com a expulsão de Yeyé, ex-Jacuipense, segurou o título até o fim e em um contra-ataque empatou com Ronaldo aos 42 minutos do 2º tempo. O título parecia garantido já que a Tuna Luso só seria campeã de marcasse dois gols nos acréscimos e infelizmente foi o que aconteceu, aos 45 minutos Manelão fez 2 a 1 e aos 49 minutos Juninho finalizou a partida em 3 a 1 para a Tuna Luso. Desta forma o Fluminense de Feira foi o primeiro clube baiano a ser vice-campeão da Série C, feito repetido por Vitória em 2006 e Bahia em 2007.

No ano seguinte, estas promoções não foram respeitadas e o campeonato de nada valeu.

Colaborou: João Gualberto Carneiro e RSSSF Brasil.

Vídeo do jogo: http://www.youtube.com/watch?v=-_-TDZfK9wY

Catuense: elite nacional bateu na trave duas vezes

Se hoje a Catuense tenta retornar a 1ª Divisão baiana a 20 anos atrás o clube esteve muito próximo da Série A do Campeonato Brasileiro em uma época que a elite nacional tinha 20 clubes na disputa, ou seja, faria parte de um grupo tão seleto quanto é atualmente.

Em 1989 nada mais nada menos do que 96 clubes disputaram a Série B do Campeonato Brasileiro, a Catuense jogando em Alagoinhas passou com elegância pela Primeira Fase com 5 vitórias, 4 empates e somente uma derrota, esta derrota ocorreu na última rodada quando o clube atuou com reservas de forma desinteressada, 1º lugar a frente de Confiança-SE, Fluminense-BA, Leônico-BA, Sergipe-SE e Lagarto-SE. Na Segunda Fase passou pelo Americano-RJ vencendo em Campos por 2 a 1 e perdendo 1 a 0 em Alagoinhas, nas Oitavas-de-Final eliminou o Central-PE com vitória em casa por 1 a 0 e derrota em Caruaru por 2 a 1, nas Quartas-de-Final a vítima foi o Ceará, empate no Castelão em 1 a 1 e vitória em Alagoinhas por 1 a 0. Na Semi-Final o adversário foi o São José-SP, quem vencesse faria a final e estaria na Série A em 1990. Na primeira partida o golpe, com gol de Leandro o São José venceu em Alagoinhas, na volta a Catuense marcou com Vandick, mas Romildo empatou e garantiu o acesso do São José. Faltou um gol para garantir o acesso.

Em 1990 a Catuense novamente fez excelente campanha, na Primeira Fase repetiu a campanha do ano anterior, foram 5 vitórias, 4 empates e uma derrota, 1º lugar a frente de Operário-PR, Juventus-SP, Itaperuna-RJ, Central-PE e Americano-RJ. Na Segunda Fase novamente conquistou o 1º lugar ficando a frente de Moto Club-MA, Juventus-SP e Ceará-CE, este último já era freguês da Catuca. Na Terceira Fase apenas o primeiro colocado do grupo conseguiria o acesso para a Série A, a Catuense realizou boa campanha, mas vacilou no confronto direto com o Atlético-PR ao empatar em casa em 2 a 2 com o rival que obteve o acesso, mesmo com esse tropeço a Catuense ainda teve uma última chance de subir, mas foi derrotada pelo Criciúma no último jogo fora de casa.

O clube que revelou Bobô, Vandick, Zanata, Naldinho e Clemer não se inscreveu para a 2ª Divisão de 2011, segundo a presidente Cida Pena me informou, o motivo é o processo que a Catuense abriu contra o Serrano que hoje tramita no STJD. O clube de Vitória da Conquista escalou dois atletas com identidade falsificada, um era o filho do treinador Elias Borges.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Aliança de Irecê

O Aliança Esporte Clube de Irecê estreou no profissionalismo na 2ª Divisão do Campeonato Baiano de 1997, na sua primeira partida derrotou o Astro pelo placar de 3 a 0 no Estádio Joviniano Dourado em Irecê. Ao final do primeiro turno encerrou sua participação na 2ª colocação atrás apenas do Camaçari, repetiu essa campanha no segundo turno novamente tornando-se vice-campeão atrás do Camaçari, como o Camaçari venceu ambos os turnos sagrou-se campeão por antecipação e levou a única vaga na 1ª Divisão. O Aliança foi vice-campeão seguido por Jacuipense, Astro e Teixeira de Freitas.

Em 1998 fez sua segunda e última participação na 2ª Divisão, com nove clubes na disputa o Aliança novamente estreou contra o Astro, desta vez em Feira de Santana, porém mais uma vez saiu de campo vencedor, ao final da 1ª fase encerrou sua participação na 4ª colocação conseguindo vaga nas semi-finais. Na Semi-Final o Aliança foi derrotado pelo Cruzeiro, que viria a ser campeão contra o Atlético de Alagoinhas, e foi eliminado, mais uma vez perdeu por pouco o acesso a elite baiana.

Passado o ano de 1998 o Aliança pediu licença para nunca mais retornar, em 2001 ensaiou um retorno, mas não conseguiu reunir condições e desde então apenas disputa campeonatos regionais com suas divisões de base. Sua participação no profissionalismo foi tão relâmpago quanto a do sua vizinho mais próximo, o Jacobina Esporte Clube, porém sem conseguir ascender a 1ª Divisão.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A última vez


São mais de 30 clubes licenciados do futebol profissional da Bahia. Boa parte deles está inativo a muitos anos, alguns participaram de apenas um campeonato e desapareceram sem deixar rastros. Outros tiveram inúmeras glórias e títulos baianos da 1ª Divisão além de memoráveis partidas na Fonte Nova, porém a maioria nunca sequer integrou a 1ª Divisão. Segue lista de todos os clubes filiados a FBF que estão licenciados com o ano de suas últimas participações. Em asterisco os clubes que atuaram apenas um ano no profissionalismo:

2010:
Atlanta (Jequié)
Catuense (Catu)
Madre de Deus (Madre de Deus)

2009:
Astro (Feira de Santana)

2008:
Cruzeiro (Cruz das Almas)
Grapiúna (Itabuna)

2007:
Leônico (Salvador)

2006:
Serrinha (Serrinha)

2004:
Palmeiras Nordeste (Feira de Santana)

2003:
Barreiras (Barreiras)

2002:
Atlântico* (Salvador)

2001:
Conquista (Vitória da Conquista)
Paulo Afonso (Paulo Afonso)
Simões Filho (Simões Filho)
Sisal Bonfinense (Senhor do Bonfim)
Teixeira de Freitas (Teixeira de Freitas)

2000:
ABB (Salvador)
Itapetinga* (Itapetinga)
Renascente* (Candeias)
Salvador EC* (Salvador)

1999:
São Cristóvão (Salvador)

1998:
Aliança (Irecê)
Eunápolis (Eunápolis)
Monte Rey* (Vera Cruz)
Ratrans (São Sebastião do Passé)
São Francisco (São Francisco do Conde)
Serranense* (Vitória da Conquista)

1997:
Ríver (Ilhéus)

1995:
Estrela de Março (Salvador)

1994:
Jacobina (Jacobina)

1991:
Ilhéus (Ilhéus)

1989:
Guarany (Salvador)

1985:
Botafogo (Santo Amaro)
Redenção (Salvador)

Este ano estarão de volta Jacuipense (última participação em 2006), Jequié (2003) e Botafogo de Salvador (1989).

2ª Divisão de 2011 está definida


O Campeonato Baiano da 2ª Divisão de 2011 não terá Torneio Seletivo, cinco equipes se inscreveram formando número suficiente para a competição acontecer, porém devido as saídas de Catuense, Madre de Deus e Atlanta da 2ª Divisão o Torneio Seletivo foi cancelado e os cinco times foram agregados a 2ª Divisão 2011.



Segunda Divisão 2011:
Botafogo
Camaçariense
Galícia
Guanambi
Itabuna
Jacuipense
Jequié
Juazeirense
Poções
Ypiranga

Teremos o retorno dos clássicos entre Botafogo, Galícia e Ypiranga. Em breve teremos informações sobre a volta do Botafogo.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os pequenos da capital já foram vilões

O ano era 1990, a FBF em meio a graves denúncias de irregularidades do presidente Marcos Andrade abriu inscrições para a 2ª Divisão. Os clubes pequenos da capital não gostaram nem um pouco do fato da final de 1989 ter sido disputada entre dois clubes estreantes (Jacuipense e Fluminense de Camaçari). Tentando uma vacina os pequenos clubes da capital pediram a exclusão dos demais clubes inscritos no campeonato de 1990, os revoltados eram ABB, Botafogo, Estrela de Março, Guarany, Redenção, São Cristóvão e Ypiranga que ganharam a ajuda de dois tradicionais do interior: Atlanta e Bahia de Feira. Este pelotão de nove clubes afirmavam que os seis demais inscritos estavam irregulares. Eram eles Botafogo (Santo Amaro), Eunápolis, Fluminense (Camaçari), Ilhéus, Jequié e Ratrans. De nada adiantou, a FBF não acatou o pedido dos pequenos da capital e validou a entrada dos demais. Porém mais tarde a FBF afirmou que não realizaria o campeonato com 15 clubes e sim no máximo 10, isso afastou vários desses clubes do interior. É valido lembrar que ao final do campeonato de 89, ABB e Guarany entraram com um processo no TJD contra os finalistas Jacuipense (promovido) e Fluminense de Camaçari por terem atuado de forma irregular. Não deu em nada. Tanto em 1989 quanto em 1990 Galícia e Leônico estavam na 1ª Divisão e não fizeram parte da revolta. No final das contas o Ypiranga foi o campeão e subiu para a elite em 1991.

Naquela época o Jornal A Tarde dizia em sua edição de 16 de setembro:

"O Ypiranga hoje tem uma estrutura comparável com a do Fazendão do Bahia e que supera até a Toca do Leão (Vitória) e Parque Santiago (Galícia)."

"A Vila Canária possui um campo oficial com arquibancada em bom estado, três quadras de vôlei, uma piscina reformada e hospedagem para atletas"

Curiosidade: o Fluminense de Camaçari nada mais é do que o atual Camaçari, quando o clube finalmente conseguiu o acesso em 1991 ele trocou o nome.